Documentário de Manoel de Oliveira revisitado 80 anos depois no CLOSE-UP

No arranque desta quinta edição, o CLOSE-UP – Observatório de Cinema de Famalicão tem registado sessões muito participadas, com uma adesão de público muito satisfatória. Esta adesão verificou-se logo na noite de abertura, no dia 10, destacando o filme-concerto, A IDADE DE OURO por Black Bombaim & Luís Fernandes. Aqui, a adesão ficou próxima da lotação esgotada, conforme as regras de distanciamento e redução de número de lugares nos auditórios, decretadas pelas autoridades de saúde.

Entretanto, o CLOSE-UP vai ser palco para a primeira apresentação do filme- ensaio “Famalicão 2020”, de Luís Azevedo, no próximo sábado, dia 17 outubro, às 16h30, na Casa das Artes. Este novo objeto revisita Vila Nova de Famalicão retratado em 1940, a 35 mm, por Manoel de Oliveira.

A força imparável do tempo deita abaixo edifícios e constrói outros, abate árvores e germina florestas. Oitenta anos depois do documentário Famalicão (1940) de Manoel de Oliveira, este filme revisita os lugares capturados pelo mestre, comparando as memórias deixadas com a realidade presente. A vila de 1940, a preto e branco, lado a lado com a cidade de 2020, a cores.

Luís Azevedo estará presente no Pequeno Auditório da Casa das Artes onde comentará a projeção de um conjunto de vídeo-ensaios da sua autoria e publicados pela Little White Lies, MUBI, Fandor e Sight and Sound, em volta de realizadores como Wes Anderson, Orson Welles, Park Chan-wook, os Irmãos Coen, incluindo um auto-retrato de Luís Azevedo no trabalho.

No dia anterior, dia 16 de outubro, Luís Azevedo dá uma masterclasse de conceção de vídeo-ensaios na OFICINA - Escola Profissional para alunos de audiovisuais e multimédia.

Luís Azevedo é natural de Vila Nova de Famalicão, onde estudou até ao ensino secundário. Obteve uma licenciatura em Ciências da Comunicação na UTAD e em 2016 concluiu o mestrado em cinema na UBI. Fazedor de cerca de 150 vídeo-ensaios divididos entre Little White Lies, MUBI, Fandor e Sight and Sound. Alguns destes trabalhos foram exibidos em festivais portugueses e estrangeiros (Pálic e Roterdão), assim como na Cinemateca Portuguesa.

O Close-Up - Observatório de Cinema de Famalicão conta neste quinto episódio, sob o mote “Cinema na Cidade”, com cerca de 30 sessões de cinema contemporâneo cruzadas com a história do Cinema (com destaque para o período mexicano de Luis Buñuel), filmes comentados (por realizadores, jornalistas, académicos), e sessões para famílias e para escolas, com filmes e oficinas.

Até ao final do mês de outubro, numa cedência especial da Fundação Cupertino de Miranda, está patente no Foyer da Casa das Artes o Cartaz da 3ª Exposição do cadáver esquisito, Galeria Ottolini, Lisboa [1975], de Mário Cesariny. Trata-se de uma colagem de fotografia, acrílico e tinta da China sobre papel colado sobre platex e que comporta uma frase de Luis Buñuel, realizador que teve honras de abertura do Close-Up 2020, com o filme-concerto A Idade de Ouro.

Toda a programação disponível em www.closeup.pt e www.casadasartes.org.

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